Todo funil comercial tem um momento em que alguém precisa falar com o lead: entrou em uma etapa, mudou de status, ficou dias sem resposta ou bateu um score de prioridade. O Pipevoz não substitui esse funil. Ele entra exatamente nesse ponto: você manda o lead para um pipeline via API, a operação de voz roda sozinha e, ao terminar, uma ação final devolve tudo o que aconteceu para o sistema que você já usa. O resto fica com você: atualizar campo no CRM, mover estágio, mandar WhatsApp ou abrir tarefa para o vendedor.
Onde a ligação entra no seu processo
A regra de negócio quase sempre já existe fora do Pipevoz. Pode ser um workflow no HubSpot quando o deal avança, uma automação no RD Station quando o lead vira MQL, um job interno que detecta inatividade ou um bot no Slack que avisa o time. O que falta nesses fluxos, em geral, não é decisão: é execução da ligação em escala.
No Pipevoz, esse gatilho vira uma chamada de API: criar o lead no pipeline certo, com nome, telefone e campos customizados que o agente vai usar na conversa. A partir daí o discador enfileira a tentativa conforme horário, cadência e agente configurados no pipeline. Você não precisa abrir o kanban para cada lead se a origem já é automática.
- Lead mudou para etapa "contato telefônico" no CRM → API cria card no pipeline outbound.
- Lead sem resposta há 3 dias → job interno dispara POST na API com o mesmo ID externo.
- Score de prioridade acima do limite → fila de integração envia lote via API bulk.
- Formulário convertido → webhook do marketing chama API em segundos após o cadastro.
Entrada: API para colocar o lead no pipeline
A API REST do Pipevoz aceita criação de lead individual ou em lote, sempre associada a um pipeline e, implicitamente, ao agente e às regras de discagem daquele funil. Campos customizados passam no payload e ficam disponíveis para o agente, para condições de workflow e para o pós-processamento.
O ponto importante é separar responsabilidades: seu CRM ou orquestrador decide quem deve ser ligado e quando mandar; o Pipevoz decide como executar a campanha de voz (tentativas, horários, agente, tabulação). Essa divisão evita duplicar regra de funil dentro da plataforma de ligação.
- Autenticação por token de API (mesmo padrão de integrações server-to-server).
- Lead criado entra no estágio inicial do pipeline e entra na fila do discador.
- Campos extras no body alimentam contexto da ligação e extração pós-call.
- ID externo no payload ajuda a reconciliar lead Pipevoz ↔ registro no CRM depois.
O meio: ligação, agente e kanban
Depois que o lead entra, o fluxo é o mesmo de uma operação manual: discador origina a chamada, o agente de voz segue o workflow configurado, tentativas respeitam cadência e horário comercial, gravação e transcrição ficam no histórico do card.
Seu time pode acompanhar tudo no kanban do Pipevoz em tempo real, mas muitas integrações maduras nem abrem a UI no dia a dia. O funil "oficial" continua no CRM; o Pipevoz é a camada de execução telefônica e enriquecimento da conversa.
- Agente publicado com roteiro, voz e tabulações definidas.
- Discador ativo no pipeline com slots e janela de horário.
- Histórico de tentativas, duração e resultado visíveis por lead.
- Reagendamento automático quando o lead pede retorno na ligação.
Saída: ação final com tudo o que rolou
Quando a ligação termina em um estado final (atendida, caixa postal, sem resposta após esgotar tentativas, tabulação definida), o pós-processamento roda: classifica o resultado, extrai campos configurados no agente e atualiza o card no kanban.
Se você configurou uma ação final no pipeline, o Pipevoz dispara um webhook ou requisição HTTP para a URL que você definiu. O payload traz o que importa para o restante do fluxo: status da chamada, tabulação, transcrição ou resumo, campos extraídos, metadados da tentativa e identificadores para cruzar com o lead no seu sistema.
Você escolhe em quais resultados a ação dispara (por status, por tabulação ou combinação dos dois). Assim, "interessado" pode ir para um endpoint e "sem interesse" para outro, ou tudo pode cair no mesmo middleware que decide internamente.
- Webhook POST com JSON estruturado ao encerrar a jornada de voz.
- Filtros por tabulação: só dispara quando bate a classificação esperada.
- Retry automático se seu endpoint falhar temporariamente.
- Histórico de execuções da ação final no card do lead, para auditoria.
Depois do webhook: você manda no destino
O Pipevoz não precisa saber como seu CRM funciona por dentro. Recebeu o payload, seu backend, n8n, Make ou Cloud Function faz o que for necessário: atualizar propriedades no HubSpot, mover card no Pipedrive, criar tarefa no Salesforce, disparar template de WhatsApp, notificar Slack ou gravar linha no data warehouse.
Esse modelo mantém flexibilidade total. Amanhã você troca de CRM ou adiciona um segundo destino duplicando a lógica no seu integrador, sem refazer agente ou roteiro de voz. A ligação já gerou dado estruturado; a orquestração downstream é sua.
- Mapear tabulação → estágio ou tag no CRM.
- Preencher campos customizados com dados extraídos na conversa.
- Anexar resumo ou link de transcrição como nota no card.
- Disparar mensagem ou email para o vendedor owner do lead.
- Encerrar loop de cadência no marketing automation se "sem interesse".
Exemplo de ponta a ponta
Um lead vira oportunidade no HubSpot e entra no estágio "Primeiro contato telefônico". Um workflow nativo chama sua função serverless, que cria o lead no pipeline outbound do Pipevoz via API, passando email, empresa e o ID do deal.
O agente liga no mesmo dia, qualifica interesse e agenda reunião. A tabulação sai "reunião agendada" com data e horário extraídos. A ação final dispara webhook para o mesmo middleware, que move o deal no HubSpot, cria evento no calendário e atribui tarefa ao SDR humano para confirmar por email.
Nenhuma planilha, nenhuma anotação manual pós-ligação. O funil comercial continua no HubSpot; o Pipevoz só executou a conversa e devolveu o enriquecimento.
Como começar sem over-engineering
Validação mínima: um pipeline, um agente, API key, endpoint de teste recebendo webhook e dez leads reais. Confira se o payload chega completo, se o ID externo bate com o CRM e se a tabulação que você espera está sendo aplicada.
Depois expanda: mais tabulações, ações finais separadas por resultado, bulk para campanhas grandes. Para detalhes por CRM, leia o guia Como integrar agente de voz com HubSpot, RD Station e Pipedrive. Para referência de endpoints, veja API REST e webhooks.
- Definir vocabulário de tabulação com o time comercial antes de mapear CRM.
- Usar sandbox ou pipeline de teste nos primeiros disparos via API.
- Logar payload recebido na ação final antes de conectar produção.
- Evitar loop: marcar no CRM que o lead já foi enviado ao Pipevoz.